sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Banho de sal grosso e guiné



Sexta-feira, 30 de dezembro, última sexta-feira de um ano pesaado. Temporal invade janelas e portas, percorre molhado os espaços. Baixei pedras, conchas á chuva.
As gotas derreteram-me, dissolvi. Íntegra água.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

leite em pó - em construção


Quanto maior a diferença entre o que se fala e o que se ouve, maiores os conflitos.
Mas, quem fala? Quem ouve?
O quanto?

(Pós-) modernidade corrosiva
solvente absoluto
leite em pó
de tão diverso, se iguala na unicidade.
Dos intercâmbios entre “iguais”,
quem ganha, quem vai perder?
 reorigem
Novos blocos virtuais (burilar)

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Monções



Monções

Lê-se curvas e lombadas
quebra-molas, mata-burros
placas, buracos, muros
fios e árvores caídas.

Poeira, folhas secas e areia
rodopiando nas gotas
pesadas, robustas,
pingando-me na teia

fina, casulo, seda pura
pendurada à direita,
lembrança que espreita
o quadro interno,a tortura.

O espelho disse: é chuva!
Trisca um raio na pupila.
O chão de leve oscila.
Echarpe, pelica, luva.

Do pregoeiro ecoa o grito
Quem dá mais, quem dá
Nada mais, quem há
Que não conheça o rito

de pensar lombadas
quebra-molas, mata-burros
placas, buracos, muros
fios e árvores tombadas.