quarta-feira, 11 de abril de 2012


O que em mim paga o seu corpo?
Só corpo, caro. Só troca,
cambiar mecânico
e seco.





“[...] atrás das máscaras há ainda máscaras, e o mais oculto é ainda um esconderijo e assim indefinidamente. Desmascarar alguma coisa ou alguém é uma ilusão.” Gilles Deleuze - Diferença e repetição.

domingo, 15 de janeiro de 2012


Ame de qualquer forma
Ame o erro pela graça da estratégia falida
Ame o amor do outro pelo outro. Esse outro.
Ame o reto, o torto

Ame de alma e precipícios
Ame cada parte, fase, frase não dita
Ame os feitiços, os enguiços, os issos.
Ame vivo, ame porto.

Quando o amor chegar, dê guarida
O resto será.

Ame de corpo e calma
Ame o encaixe imperfeito, esqueça a aula
Ame o amor do outro pelo outro. Esse outro.
Ame a ação, o confronto.

A diversidade, a identidade, o eu.  
É ter no retorno a lembrança da ida.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Vai

Vem que eu tenho que te contar uma história
Lembra quando eu disse que você era eu?
Eu não sabia, mas era só vontade
Você nunca existiu

Devia ter sido mais “escolado”
Era só notícia criada
Cobra educada
E agora eu vejo o erro
O hiato entre a projeção e o fato

Sofro, sofro por mim
Porque analfabeto também pode existir no amor
Eu vou chorar, daquele jeito que você sabe
E agora é por mim, já não tenho que mentir

Quero isso, e se não for com você
Continuo querendo

Seus segredos só o são para você
O mundo tem ouvidos ocultos
Tatos, leituras, maneias de ler

E nu, você é mais bonito do que quando tira a roupa
É mais bonito do que quando me desveste.
Vai, que o erro está em toda parte
Vai, que muito inocente ainda arde
Vai, porque aqui já é muito tarde.